Pedro Qualy é um dos nomes mais expressivos do rap brasileiro. Nascido em São Paulo, o artista ganhou projeção nacional como integrante do grupo Haikaiss, responsável por hits que marcaram uma geração e levaram a estética do rap de rua para um público cada vez maior.
Com suas rimas de intensidade emocional, habilidade técnica e autenticidade no discurso, Qualy se consolidou como uma voz potente dentro do gênero.
Em sua carreira solo, o rapper expande sua versatilidade artística explorando uma sonoridade que ele próprio define como R&Boombap – uma fusão leal às raízes do boombap com nuances melódicas e sensíveis inspiradas no R&B. Suas músicas carregam profundidade, trazendo sempre uma mensagem clara: resistir, evoluir e nunca desistir.
Com milhões de streams acumulados, letras que ressoam na vida real e um público fiel em constante crescimento, Pedro Qualy segue representando a cultura com verdade, potência e progresso contínuo.
O momento atual da sua carreira marca um renascimento criativo: mais autoral, mais pessoal e mais livre.
1. Você pode nos contar um pouco sobre você e seu projeto musical?
Meu nome é Pedro Qualy e sou integrante do grupo Haikaiss, um dos nomes mais conhecidos do rap nacional. Há cerca de um ano e meio, eu e os meninos decidimos dar um passo além e explorar nossas carreiras solo. Com o grupo conquistei muita coisa, vivi muita coisa. Mas chega uma hora que o artista precisa se olhar no espelho e perguntar: “E qual é o meu próximo capítulo?”
A carreira solo nasceu desse chamado interno. Agora é minha caneta, minha visão e minha verdade. Tô construindo algo novo, de peito aberto, sem medo de errar e com a certeza de que a arte vai falar mais alto. Me dedicando intensamente a esse novo ciclo, colocando minha energia e experiência em músicas que refletem o meu momento atual – com mais liberdade criativa e um olhar mais pessoal sobre tudo o que vivi até aqui.
2. Você lançou “Papel de Parede” 6 meses atrás e a música continua bombando nas plataformas. Pode nos contar um pouco mais sobre essa faixa?
“Papel de Parede” é uma música que me acompanha há anos, é tipo aquele quadro que você pendura na sala porque faz parte da tua história. É daquelas faixas que você sabe que têm algo especial desde o primeiro verso e eu demorei pra soltar ela – porque tinha que ser no momento certo.
Ela tem começo, meio e fim, é muito bem amarrada – e talvez represente exatamente o que quero seguir fazendo na minha carreira solo: músicas com narrativa, propósito e cuidado em cada detalhe, tanto na letra quanto na divulgação. Ver a faixa ultrapassando milhões de plays e tocando tanta gente é uma confirmação de que esse caminho faz sentido. Ela me lembra que eu sempre estive pronto, só estava aquecendo.
3. Já tem previsão de novos lançamentos/projetos?
Tenho sim – e posso adiantar que vem coisa muito boa por aí, mas ainda não posso revelar tudo (risos). Só posso dizer que estou preparando novos lançamentos que marcam uma nova fase da minha trajetória e da minha conexão com o público.
Só digo uma parada: eu tô numa fase de crescimento que não cabe mais dentro de mim. Quem tá acompanhando vai sentir o impacto, track por track.
4. Como você descreveria sua música? Na sua opinião, qual seria a melhor maneira de descobrir o seu som?
Eu costumo dizer que minha sonoridade é R&Boombap – tem alma de R&B num corpo de Boombap. É a mistura da minha essência com novas influências.
A melhor forma de conhecer meu som é ouvir com calma, de fone, sentindo cada detalhe da letra e da batida. É pra ouvir sentindo, não só consumindo.
👉 Ouça a música dele aqui 🎶
5. Como você descobriu o Groover e o que te convenceu a usar a plataforma? Como ela te ajudou?
Conheci o Groover por meio do Edmo, da OneRPM, numa conversa sobre impulsionamento de singles. Ele comentou sobre o alcance da plataforma, eu fui pesquisar e gostei da proposta. É uma ferramenta que realmente conecta artistas a profissionais que podem ajudar a impulsionar o trabalho, e isso fez total diferença pra mim.
6. Quais oportunidades você teve através do Groover? Quais são seus próximos projetos e novidades que gostaria de compartilhar?
O principal ganho foram as conexões reais com curadores, veículos, portais e profissionais que acreditam na música independente. Os feedbacks personalizados e a visibilidade em playlists me ajudaram muito a entender novos caminhos de divulgação e a impulsionar minha presença digital. O retorno me deu visão de como chegar mais longe sem perder minha essência.
No momento, estou vivendo uma fase de muita criação. Além de manter o impulso dos meus lançamentos recentes, como minha primeira faixa totalmente solo, “Papo de Progresso”, também estou em parceria em projetos especiais – como participações no novo álbum da Cone Crew e gravações que realizei na Austrália com meu parceiro de longa data, Nog.
Tudo isso tá abrindo espaço pro que mais me motiva hoje: meu primeiro álbum solo. E quando chegar, vai ser barulho, arte e progresso!
7. Que conselho você daria para artistas que estão começando um projeto musical?
A única coisa que eu tenho em comum com todo mundo é: nunca desistir. A caminhada é longa, mas cada etapa vale a pena. Acredita no teu som, trabalha com verdade e aprende a se reinventar – é isso que mantém a arte viva.
Como digo sempre: “o esforço sempre ganha do talento”!!
8. Alguma consideração final?
Escutem “Papel de Parede” – é uma faixa feita com muito amor, que marcou o início da minha carreira solo. E fiquem de olho nos próximos lançamentos!

